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Baixa representatividade do sexo feminino no Japão frustra plano de Abe

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A resistência por incluir mulheres em altos cargos não está apenas nos homens, mas também entre as mulheres. Foto: Livedoor

Seis anos se passaram desde que o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou planos para criar um “Japão no qual as mulheres possam brilhar”, pedindo que mais mães trabalhadoras assumam posições de liderança.

No Dia Internacional da Mulher na sexta-feira (08), percebe-se que poucas mulheres assumiram altos postos no Japão, apesar da política adotada por Abe.

De acordo com um relatório divulgado na quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho para marcar o Dia Internacional da Mulher, a proporção de mulheres japonesas na gestão e outras posições de liderança ficou em 12% em 2018. O número do Japão continua sendo o menor entre as nações do G7, com apenas 3,6 pontos em relação a 1991.

No Índice Mundial promovido pelo Fórum Económico Mundial em 2018, o Japão estava classificado em 110 dos 149 países, embora tenha subido quatro pontos em relação ao ano anterior, principalmente devido a diferenças salariais mais estreitas e a um aumento do emprego feminino.

O principal culpado por trás do baixo ranking do Japão, que se manteve abaixo de 100 por vários anos, é a participação feminina na arena política. Números divulgados pela União Inter Parlamentar, sediada em Genebra, no início desta semana, revelaram que o Japão foi o mais baixo entre os 20 países em termos de porcentagem de mulheres, ocupando apenas 10,2% dos 463 assentos na Câmara.

As percepções negativas em relação às mulheres nos principais cargos de liderança, tanto na política quanto no setor privado, permanecem persistentes não apenas entre os homens japoneses, mas também entre as mulheres.

Em um estudo divulgado em novembro pela Women Political Leaders e Kantar Public, que entrevistou cerca de 1.000 adultos de cada um dos países do G7, apenas 28% das mulheres japonesas disseram que se sentiriam à vontade para ter uma mulher como CEO de uma grande empresa. A classificação mais alta no G7 – 70% – foi registrada entre as mulheres nos Estados Unidos.

No ano passado, a Lei de Promoção da Igualdade de Gênero no Campo Político foi promulgada e, na quinta-feira, um grupo cívico que visa aumentar o número de legisladoras reuniu-se para discutir a questão. Os participantes, incluindo legisladores de vários partidos, informaram sobre as medidas que eles atualmente implementaram, bem como sobre suas metas para trazer mais mulheres para a arena política. O grupo, batizado de “a equipe que promove um sistema de cotas”, prometeu junto aos legisladores lembrar aos eleitores e políticos que o aumento do número de legisladores femininos proporcionará um futuro melhor para o Japão.

No ano passado, Melanie Brock, residente australiana de longa data do Japão, lançou Celebrating Women in Japan, uma iniciativa criada para destacar o trabalho de mulheres talentosas do país. Usando as mídias sociais, o projeto publica perfis de mulheres no Japão que desempenham papéis ativos nos negócios e na vida pública.

Fonte: Japan Times

https://www.japantimes.co.jp/news/2019/03/08/national/social-issues/six-years-abes-womenomics-push-women-japan-still-struggling-shine/#.XIKC8ShKjIU.

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