Na última terça feira (2), o Ministério dos assuntos Internos informou que por meio de uma pesquisa feita pelo governo, cerca de 90% dos residentes estrangeiros do Japão, afirmam que precisam de mais apoio público em suas condições de vida, principalmente para encontrar moradia.  




 

O levantamento de 375 estudantes estrangeiros e trabalhadores, destacou que houve um aumento da pressão para melhorar a qualidade de vida dos residentes, devido ao lançamento de um sistema de vistos para enfrentar a escassez crônica de mão-de-obra em abril. 

Quando questionados sobre suas necessidades, 63% solicitaram mais residências para estrangeiros e 44% procuram mais assistência de saúde com serviços em inglês ou em sua língua materna.  

“Muitas propriedades alugadas no Japão estão indisponíveis para estrangeiros. Levei cerca de dois meses para encontrar uma”, disse um dos entrevistados.

“Eu gostaria que houvessem escritórios do governo onde até mesmo as pessoas que não falam bem japonês, possam averiguar a situação, alugue e conclua facilmente o procedimento para se mudar.”, afirmou outro entrevistado.  

Por outro lado, uma grande porcentagem de entrevistados disseram estar muito satisfeitos com as condições de vida, citando a segurança pública e a cobertura dos sistemas de saúde, etc”  

Com base no resultados das pesquisas, o ministério declarou a importância dos governos locais responderem diretamente às necessidades dos imigrantes residentes e convocou os escritórios do governo central para a divulgação das informações sobre as melhores práticas.  

Quanto ao apoio habitacional, a cidade de Yokohama uniu-se a uma organização local e a outras, para criar um órgão que auxiliar estrangeiros a encontrarem um lugar para se estabelecerem. 

  A prefeitura de Hiroshima, criou um site em 2018 que fornece dicas sobre desastres, cuidados infantis e serviços médicos que atendiam a 7 idiomas. 

 Por conta da baixa natalidade, o governo do Japão lançou um novo programa de vistos, que prevê receber até 345 mil trabalhadores estrangeiros em 14 setores industriais, como cuidados de enfermagem, construção, construção naval e agricultura nos próximos cinco anos. 

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