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A nova Lei de Imigração foi aprovada e a oposição criticou a falta de diretrizes

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Foi aprovado no dia 8 a nova lei que permitirá a entrada de trabalhadores estrangeiros sem descendência nipônica. Foto: goo ニュース

A lei que permitirá a vinda de mais mão-de-obra de outros países foi aprovada na madrugada do dia 8 de dezembro, sendo quase unanimidade entre os partidos políticos.

Ainda esse ano o governo japonês pretende anunciar a quantidade de trabalhadores que serão aceitos no ano que vem, e as áreas com disponibilidade de vagas.

Também serão pensadas de acordo com o número de trabalhadores as políticas envolvendo os estrangeiros com apoio a educação de língua japonesa e questões culturais, sociais e econômicas.

A oposição não está 100% convencida do sucesso da nova lei. O Partido Constitucional Democrata do Japão manifestou dúvidas por meio do representante, Yukio Edano.

O representante da oposição falou com a imprensa em Kiryu, Gunma, e criticou a falta de diretrizes concretas da nova lei, mas apesar da posição contrária, prometeu fazer o possível para melhorar a nova lei de imigração.

COMENTÁRIO

A previsão de aprovação do número de visto japonês destinados aos novos trabalhadores gira em torno de 45.000 vistos. Os segmentos que receberão estes estrangeiros serão ao todo quatorze áreas, dentre elas a indústria aonde atuam os nosso nikkeis brasileiros.

Acredita-se que os novos trabalhadores possuem algumas vantagens quando comparados aos nossos nikkeis:

  • a passagem aérea de ida e volta para países como Vietnã, China, Tailândia, Filipinas, giram em torno de 40.000 ienes. Isso implica na facilidade de repatriação do recurso caso não corresponda no dia a dia;
  • a moradia disponibilizada será do tipo 2DK, duas à quatro pessoas por quarto, diminuindo o investimento de empresas contratantes no quesito moradia. As empresas que atendem os nikkeis brasileiros costumam locar 1K, uma das exigências de nossos trabalhadores.
  • o valor salarial será menor do que os remunerados aos nikkeis. Mesmo sendo um salário menor que os pagos aos nikkeis, aos novos trabalhadores será compensador trabalhar no Japão, devido a diferença cambial entre as moedas dos países em questão.

Em conversa com diretores e presidentes de diversas empresas japonesas que atuam no segmento de alocação de recursos, mais conhecidas como empreiteiras, chegamos a seguinte conclusão:

  • os nossos nikkeis deverão distinguir-se dos novos trabalhadores oferecendo fluência na língua japonesa (leitura, escrita e conversação), obter certificados (lifto de grande porte, guindaste, máquinas robotizadas, etc.). Os trabalhadores que não adequarem-se a esta nova realidade passarão a enfrentar num breve futuro a competição direta com os trabalhadores dos países próximos ao Japão (Vietnã, Filipinas, China, Tailândia, etc.);
  • o “breve futuro” na qual nos referimos iniciará em abril de 2019, os reflexos desta abertura ficarão cada vez mais evidentes com o passar dos meses.

Mundo-Nipo

Fonte: IPC digital

https://ipc.digital/chefe-do-gabinete-do-governo-japones-promete-medidas-rapidas-para-garantir-boa-qualidade-de-vida-e-trabalho-aos-estrangeiros/.

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