Este documentário da TV japonesa retrata como um cão é escolhido para a função de guia para cegos, em japonês são chamados de “Moudou ken”. O vídeo não possui legenda, mas descrevemos abaixo o desenrolar da história.

A sra. Araya Teruko (69) é uma deficiente visual, residente da província de Ishikawa, cidade de Kaga, ganhou a concessão do “Moudou ken” Wipi há 8 anos passados.




 

A vida da sra. Araya ganhou cor após a vinda de Wipi, passou a ser parte de seu corpo, seus olhos. Até então não havia viajado, graças a existência de Wipi teve o privilégio de conhecer Nagano e a Ilha de Sado, além de outros lugares.

O cão escolhido para servir de “Moudou ken” é aquele que demonstra obediência nos mais rigorosos treinamentos realizados no centro de treinamentos.

Wipi se formou no Nihon Light House, como ele, existem aproximadamente 180 cães guias trabalhando em todo o Japão. O centro de treinamento depende também de voluntário para cuidar dos cães da idade de dois meses até um ano, são chamados de “Papi Worker”. Passados um ano na casa do “Papi Worker”, serão devolvidos ao centro e passarão a receber treinamentos avançados para tornarem-se um “Moudou ken”.

A sra. Matsuoka é uma das voluntárias do centro de treinamentos Nihon Light House há dez anos. Sra. Matsuoka foi quem cuidou de Wipi nos seus primeiros meses de vida, sua filha Eri tinha apenas quatro anos nesta época. Wipi demonstrava sinais de grande obediência e disciplina desde seus primeiros meses de vida”… parece que veio ao mundo para servir de cão guia” – comentou assim a sra. Matsuoka.

A sra. Araya trabalha três vezes por semana em um asilo fazendo serviços de massagem apesar de sua deficiência visual, este serviço ajuda à pagar suas contas. Sempre companheiro da sra. Araya, Wipi não sabe da dura decisão tomada por sua dona. A vida de um cão guia é muito restrito e regrado, vive-se praticamente para atender a pessoa com deficiência visual, Wipi completou dez anos, idade permitida à aposentadoria. A sra. Araya sabedora destas condições decidiu solicitar a aposentadoria de Wiki, ou seja, devolvê-lo para o centro de treinamentos aonde será entregue definitivamente a um dos voluntários do órgão.

Decisão triste, que exige coragem. Sra. Araya redige a carta de solicitação de aposentadoria de Wipi em Braille, fala sorrindo, mas chora silenciosamente dentro de si, assim são os japoneses.
Após uma festa de despedida no asilo em que presta serviços, chega o dia da devolução de Wipi.

Sra. Araya desloca-se para a cidade de Osaka aonde fica o centro de treinamentos. Sra. Araya serve a Wipi a últma xícara de água junto a brincadeiras do tipo: ” … enfim ficará livre de mim …”.

Incrível, os japoneses conseguem rir mesmo em situação de extrema tristeza. Mas Wipi teve grande sorte, o voluntário que solicitou a posse definitiva é a família que o cuidou nos primeiros anos de sua vida, a família Matsuoka.

Sra. Araya entrega Wipi a sra. Matsuoka, despede-se e vai embora pelo corredor. Wipi a acompanha com os olhos até desaparecer pelo corredor. Sra. Araya não contém suas lágrimas quando informado pelo repórter que Wipi a acompanhou com os olhos até desaparecer pelo corredor.
Wipi é levado para a casa da família Matsuoka, é recepcionado pela filha Eri com caloroso “okaeri!”, é a saudação japonesa utilizada quando um membro retorno à casa. Apesar de ter ficado nesta casa apenas até seu primeiro ano de vida, Wipi dá a impressão de lembranças do local, vai entrando sala a dentro sem estranhar.

A vida de um “Moudou ken” é assim, encontros e separações com pessoas queridas.

Wipi, desejamos muitas felicidades nesta sua nova vida!

 

 

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