Início Japão Cultura Chiune Sugihara, diplomata japonês que salvou judeus em pleno holocausto

Chiune Sugihara, diplomata japonês que salvou judeus em pleno holocausto

479
0
Sugihara concedeu visto a milhares de judeus em plena Segunda Guerra Mundial. Foto: The Times of Israel

Um museu baseado na vida de Chiune Sugihara (1900-1986), um diplomata japonês que emitiu vistos de trânsito para milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial para ajudá-los a escapar da perseguição nazista, deve abrir sábado no distrito de Yaesu, em Tóquio.

Os itens a serem exibidos no Museu Chiune Sugihara Sempo incluirão um dos “vistos para a vida”, assim como manuscritos escritos por Sugihara. Sempo era o apelido de Sugihara quando ele trabalhava no consulado japonês em Kaunas, na Lituânia.

O visto a ser exposto foi emitido por Sugihara ao falecido Nathan Bluman em 9 de agosto de 1940, permitindo que o polonês judeu fugisse para o Canadá pelo Japão.

O filho de Bluman, George, que doou o passaporte que contém um visto de trânsito escrito por Sugihara, estava presente na cerimônia de abertura do museu realizada na terça-feira (19).

Chihiro Sugihara, 55 anos, neto de Chiune Sugihara que dirige a organização sem fins lucrativos “Chiune Sugihara. Vistos Para a Vida”, disse: “Agora temos uma instalação em Tóquio onde as pessoas podem aprender sobre o Holocausto. Espero que possa oferecer a oportunidade para que todas as pessoas desenvolvam a imaginação para viver juntas.” O museu será administrado pela organização e por outras entidades.

Madoka Sugihara, 52 anos, neta de Chiune Sugihara e vice-presidente da organização, disse: “Queremos que os visitantes compreendam os pensamentos de um diplomata que salvou muitas pessoas apostando sua vida nos dias difíceis da guerra”.

Entre os manuscritos a serem exibidos será uma nota, que se acredita ter sido escrita por volta do verão de 1978. Descreve como Sugihara se sentiu quando decidiu emitir vistos de trânsito para o povo judeu, desafiando uma ordem do Ministério das Relações Exteriores japonês.

“Depois da luta e da angústia, finalmente cheguei à conclusão de que o mais importante é o humanitarismo”, diz a nota.

O visto original e os manuscritos serão mantidos em depósito seguro, com réplicas e cópias a serem colocadas em exibição, juntamente com outras exposições, como fotografias e um painel listando os nomes das pessoas a quem os vistos de trânsito foram emitidos por Sugihara.

O museu estará aberto das 11h às 17h de quarta a domingo e será fechado às segundas e terças-feiras.

A taxa de entrada será de ¥ 500 para adultos e ¥ 300 para estudantes do ensino fundamental e médio.


Fonte: JIJI, KYODO

https://www.japantimes.co.jp/news/2019/03/20/national/museum-devoted-visas-life-diplomat-chiune-sugihara-open-tokyo/#.XJJQvihKjIU.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here