Um grupo de vendedores filiados a loja online da Rakuten Inc. enviaram nesta quarta-feira uma petição à Comissão de Comércio Justo do Japão, pedindo que a política de “frete grátis” fosse revisada. 

O grupo de 300 vendedores, apuraram 4.000 assinaturas, alegando que a empresa estaria abusando de sua posição, para forçar os seus vendedores a fornecerem frete grátis, onde os mesmos arcariam com todo o custo, para pedidos acima de ¥3,980.  

 Na petição, eles também fizeram uma solicitação para que a fiscalização revisasse a “lei antitruste”, apontando que alguns vendedores disseram ter sido forçados a usar o sistema de pagamento online e arcar com as despesas, ou que foram multados injustamente pela Rakuten por pequenas violações das regras da empresa. 

O sindicato disse que “não pode tolerar repetidas mudanças unilaterais nas regras que são prejudiciais aos comerciantes”. 

Um dos responsáveis executivos da Rakuten disse que a empresa irá considerar os pedidos e acrescentou que “Continuará se esforçando para compreender os vendedores”. 

A lei antitruste é um conjunto de normas do governo federal e estadual dos Estados Unidos que regulam a conduta e organização de empresas corporativas. 

Atualmente cerca de 50 mil comerciantes da loja online da Rakuten definem as taxas de envio para seus produtos, alguns oferecendo frete grátis, outros não. 

Os pequenos vendedores, dizem que não podem se manter sem repassar os custos de envio aos seus clientes, mesmo que a política de frete grátis os ponha a frente da competição com as grandes lojas. 

Já os funcionários da Rakuten, argumentaram que um serviço de frete grátis por um valor mínimo de compra aumentaria o número de clientes e o número de compras, beneficiando os comerciantes a longo prazo. 

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