São 9h15 de um domingo, 26 de julho. A emoção toma conta do centro aquático de Tokyo, com as disputas acirradas. Nas proximidades do Centros de Ginástica Ariake, a estrela norte-americana Simone Biles, está se aquecendo para a sua primeira apresentação nas Olimpíadas.  

Sem aviso prévio, um terremoto de magnitude 7,3 atinge a Baía de Tokyo. O chão estremece violentamente, causando danos em toda a cidade, gerando pânico e inúmeras vítimas. 

Felizmente, este é apenas um cenário imaginado em uma pesquisa realizada pouco antes do fim de 2019, quando os organizadores estavam se preparando para um possível pior, enquanto esperam que isso nunca se concretize. 

No local da ginástica, haveria um discurso público em inglês e japonês, dizendo:  

“Houve um terremoto. Por favor, mantenha a calma e proteja-se. Este local é seguro” 

“Agir em pânico pode levar a perigo. Fique calmo e siga as instruções da equipe. Os elevadores não podem ser usados.” 

Em minutos, oficiais uniformizados do corpo de bombeiros de Tokyo entram no estádio para socorrer as vítimas em pânico. Acolhendo os que ficaram no estádio e pedindo calma através de alto-falantes. 

15 minutos depois, as tropas das Forças de Autodefesa do Japão, invadem o local informando sobre a situação à medida em que a evacuação ganha rítmo.  

As tropas trazem macas brancas e transportam possíveis feridos para um área segura de triagem. Médicos realizam os primeiros socorros em pessoas que estão deitadas, enquanto os comandantes emitem ordens em um ambiente febril, mas eficiente. 

Dezenas de espectadores, incluindo os feridos que andam em cadeiras de rodas, são evacuados pelas amplas avenidas da área da Baía de Tóquio, mas os esforços são dificultados por um tremor secundário de magnitude 6,0 às 10h30. 

Koike ordena que todos os recursos sejam desviados para salvar vidas, mas que a infraestrutura, como instalações portuárias e fluviais, também deve ser inspecionada e reparada, se necessário. 

“Temos muitos convidados no país e do exterior para os Jogos de Tokyo 2020”, diz ela, encerrando a reunião. 

“Por favor, esforce-se ao máximo para garantir a segurança dos espectadores e dos trabalhadores dos Jogos, tanto quanto você faz para os residentes de Tokyo”, ela ordena. 

Os fãs de esportes já sabiam a vulnerabilidade do Japão a desastres naturais quando um poderoso tufão ocorreu durante a Copa do Mundo de Rugby, forçando o cancelamento sem precedentes de três partidas. 

Enquanto julho e agosto, quando as Olimpíadas são realizadas, não é o pico da temporada de tufões, mas os organizadores querem estar o mais preparados possível. 

Os bombeiros de Tokyo incluíram um exercício antiterrorista juntamente com os preparativos de emergência em sua tradicional exibição de ano novo. 

Contudo, visitantes de todo o mundo podem ficar nervosos com os terremotos, porém as autoridades enfatizam que não há país melhor preparado ou equipado. 

O Japão passa por milhares de tremores por ano, de tamanhos variados e em grande maioria causando quase nenhum dano.  

Para lembrar aos turistas que estão por vir, há uma entrevista recente em que o chefe Paraolímpico Andrew Parsons deu recentemente para a AFP, dizendo estar em um hotel no momento de um terremoto de magnitude média, quando ele correu para a recepção em pânico.  

Ele lembra com muito humor, que ao perguntar para as pessoas o que estavam acontecendo, eles pareciam não estar entendendo.  

“Eu fui o único que pareceu notar”, comentou ele. 

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