Desde o início do surto de coronavírus em Wuhan, na China, o mundo viu um aumento na xenofobia, com inúmeros relatos sobre a discriminação sofrida pelos japoneses, chineses e coreanos, incluindo racismo em escolas, pontos turísticos e comunidades estrangeiras no Japão, levando autoridades e educadores a tomarem providencias. 

Os especialistas estão preocupados com o aumento desenfreado da discriminação e os problemas que isso pode gerar para os países asiáticos. 

No final de janeiro, a cidade de Shimada, na província de Shizuoka, causou polêmica ao cancelar um evento de intercâmbio cultural para residentes chineses e japoneses. Em um anúncio no Facebook, a associação internacional de intercâmbio da cidade publicou informações sobre sua decisão “por preocupação com o vírus que se espalha”. 

Takanori Yamamoto, professor de sociologia da Universidade Shizuoka, especializado em discriminação, ficou surpreso com a decisão. 

“Foi uma reação hipersensível e excessiva” que afeta os moradores chineses que fazem parte da comunidade, lamentou em uma entrevista por telefone na sexta-feira. Ele observou que as celebrações do Ano Novo Lunar da China em Shimada, que tem uma grande população de estrangeiros, são uma atração local há mais de uma década. 

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