Cleonice Rosa, 38 anos, mãe de um dos adolescentes agredidos na unidade Casa Nogueira da Fundação Casa do Complexo Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo, afirmou que sentiu o medo no rosto dos jovens quando foi visitar o filho uma semana depois da suposta agressão em massa, em dezembro de 2918. Para ela, é inimaginável usar a violência como forma de educar.

Segundo a Defensoria, os adolescentes relataram que foram agredidos após um funcionário afirmar ter sido xingado. O funcionário exigiu que o adolescente fosse à delegacia registrar um boletim de ocorrência, mas, desconfiado da motivação para tirá-lo da unidade, ele se recusou. Em represália, todas as atividades da unidade do dia 16 de dezembro de 2018 foram interrompidas, segundo a ação.




 

Os adolescentes relataram, então, que todos os 66 internos da unidade foram levados para uma sala de 25 m², onde foram agredidos. De 15 a 20 agentes do grupo de apoio entraram na sala e agrediram os adolescentes com cassetetes e estilingues, segundo a Defensoria. Alguns foram encaminhados para hospitais e as famílias não foram comunicadas, segundo a ação.

A Fundação Casa informou que afastou cinco coordenadores de equipe do contato com os adolescentes (veja nota na íntegra abaixo). Dos adolescentes envolvidos, cinco foram transferidos para outros centros socioeducativos da Fundação Casa e quatro foram desinternados pela Justiça.

A ação pede, em regime de urgência, que os funcionários afastados não mantenham contato com adolescentes da Fundação Casa. Pede ainda indenização por danos morais para os adolescentes e suas famílias, além de que a instituição reconheça publicamente que houve tortura na unidade. A ação também quer que implementem medidas que possam impedir a violência.

Fonte: G1

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