O Japão anunciou no dia 29 de novembro de 2021 novamente o fechamento das fronteiras para a entrada de estrangeiros. A causadora desta medida drástica é o surgimento da nova variante africana da Covid-19, Ômicron.

Este anúncio se dá após meio mês da permissão de entrada aos 370.000 estagiários asiáticos e dos descendentes de japoneses de terceira geração. Lembrando que a suspensão da entrada de “sansei” se arrasta desde o dia 28 de dezembro de 2020.

A nova cepa africana tem colocado o mundo em alerta devido ao seu poder de transmissão e a dúvida da eficácia das vacinas de Covid-19 aplicadas.

O Brasil tomou rápida providência, vetou a entrada de imigrantes dos seguintes países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A ANVISA recomendou o veto de entrada para os seguintes países: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, 40% da população mundial foi vacinada contra a Covid-19. A preocupação gira em torno dos países pobres, Haiti vacinou apenas 0,25% da população, República Democrática do Congo apenas 0,4%, Etiópia 0,92%. Contrasta com continentes e países ricos, Estados Unidos 57%, União Europeia 70%.

Engana-se quem entende que a baixa taxa de vacinação dos países pobres não impactarão em nossas vidas. Mesmo que um país consiga cumprir o ciclo de imunização contra a Covid-19, países pobres continuarão a ser um ambiente propício para a mutação e o surgimento de novas cepas da doença.

Aos descendentes de japoneses que pretendem entrar no Japão à trabalho, o surgimento da nova cepa Ômicron deixou este sonho mais longe. O mês de dezembro de 2021 é curto devido a proximidade do feriado de final de ano. Mesmo que o governo japonês anuncie em breve a permissão de entrada aos descendentes de segunda geração e pessoas com re-entry, provavelmente conseguirão viajar apenas no mês de janeiro do ano de 2022.

Portal Mundo-Nipo

Sucursal Japão Tóquio

Jonathan Miyata

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