Uma fonte judicial disse, na última quinta-feira, que o Japão e o Líbano têm aproximadamente 40 dias para definir qual será o destino de Carlos Ghosn, demitido da Nissan recentemente. Eles devem acordar se ele será extraditado no Japão ou será julgado no Líbano. 

Ghosn fugiu para Beirut, no Líbano, no mês passado, enquanto ainda aguardava seu julgamento após ser acusado de má conduta financeira e quebra de confiança, além de apropriação indébida de fundos da empresa. 

O Japão e o Líbano não possuem nenhum acordo de extradição e o Líbano possui leis que não entregam os seus nacionais. A equipe jurídica de Ghosn espera realizar o julgamento no país da fuga, onde o ex-executivo desfruta de laços profundos e possui uma casa onde morava na infância. 

“Eles voltaram e solicitaram um esclarecimento. Hoje, enviamos isso para os japoneses”, disse a fonte judicial. 

Esse esclarecimento foi significativo pois, de acordo com as regras da Interpol, os envolvidos têm no máximo um período de 40 dias para decidir qual será o destino alcançado em um acordo. 

Ghosn, que tem nacionalidade libanesa, francesa e brasileira, foi interrogado no início deste mês por promotores libaneses que impuseram uma proibição de viagem como parte do processo de mandado de prisão da Interpol. 

Os promotores japoneses disseram que ainda estão pressionando para que Ghosn seja julgado no Japão. 

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