Americana de 61 anos deu à luz a sua própria neta ao emprestar sua barriga para a gestação do bebê de seu filho homossexual e marido de seu filho.

Uma Louise é a primeira filha de Matthew Eledge, filho de Cecile, e do marido dele, Elliot Dougherty.

Cecile diz ter partido dela a iniciativa de se oferecer como barriga de aluguel quando Matthew e Elliot disseram que queriam constituir uma família.

Foi apenas quando Matthew e Elliot começaram a pesquisar opções para ter um bebê que ouviram de um médico especialista em reprodução assistida que a oferta de Cecile parecia ser uma opção viável.

Ela passou por uma entrevista e por uma bateria de testes. Ao final do processo, recebeu a confirmação de que poderia emprestar a barriga para a gestação da neta.

Matthew forneceu o esperma e a irmã de Elliot, Lea, doou os óvulos.

Elliot, que trabalha como cabeleireiro, diz que, embora casais heterossexuais costumem considerar a fertilização in vitro como último recurso, para eles era sua “única esperança” de gerar um filho biológico.

Cecile diz que a gravidez transcorreu tranquilamente, embora tenha tido mais efeitos colaterais do que nas gestações de seus três filhos anteriores.

E, surpreendentemente, a idade avançada para a gravidez não foi um empecilho para a gestação.

Prova disso foi que, uma semana depois de ter o embrião implantado, Matthew e Elliot compraram um teste de gravidez para verificar se a fertilização havia sido bem-sucedida.

Ela conta que ficou arrasada ao ver os resultados negativos. Mas, horas depois, quando seu marido chegou em casa para consolá-la, viu o que ela não tinha visto: uma segunda linha rosa no teste, confirmando a gravidez.

Cecile conta que a reação à sua gravidez foi em grande parte positiva, acompanhada por leve “choque” por parte de seus dois outros filhos, os irmãos de Matthew. “Mas todos me apoiaram.”

Embora o casamento gay tenha sido legalizado desde a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em 2015, Nebraska não possui leis estaduais que punam a discriminação com base na orientação sexual.

Cecile diz que também lutou, sem sucesso, para que seu plano de saúde pagasse suas despesas médicas – que teriam sido cobertas se ela estivesse parindo seu próprio filho. E devido a uma lei que designa a pessoa que dá à luz como mãe, a certidão de nascimento de Uma inclui Cecile como mãe, ao lado de seu filho, excluindo Elliot.

Cecile conta que decidiu compartilhar sua história para combater manifestações de ódio contra a comunidade LBGTQ+ e mostrar que “há esperança lá fora”.

Fonte: Terra

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/barriga-de-aluguel-a-mulher-de-61-anos-que-engravidou-para-que-filho-gay-pudesse-ser-pai,a89ceb5a01c102032eb52836649a748ascoo0zge.html.

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