Uma pesquisa online realizada pela Nippon Foundation, revelou que apenas 49,7% dos jovens pretendem votar na eleição do dia 21 de julho da casa de conselheiros, essa porcentagem é similar a de 46,8% dos jovens que votaram em 2016, que no caso, foi a primeira votação após a idade mínima para votar ter sido reduzida de 20 para 18 anos. Nessa mesma eleição, a porcentagem de pessoas na faixa dos 60 anos que votaram foi de 70,1% e também acima de 60% na faixa dos 50 anos. Esses dados são uma forte indicativa de que a políticos passem a priorizar as gerações mais velhas em suas campanhas.




 

Dentre os critérios de quem pretende votar, 60,8% tem como “políticas” o critério principal para a escolha, apenas 19,6% votavam de acordo com o partido como fator primário.

De acordo com as pesquisas, 77,9% dos entrevistados acham “problemático” o fato da participação dos eleitores jovens cair, e 89,2% destes entrevistados estavam entre os que pretendiam votar em julho.

Apenas 4,8% dos entrevistados são a favor do aumento do número de representantes do DIET (DIET é o poder legislativo bicameral do Japão. Ele é composto por uma câmara baixa que é chamada de Casa dos Representantes e uma câmara superior, chamada de Câmara dos Conselheiros), 29,1% acham adequado o número de cadeiras atual, 38,5% preferiam que fosse menor e 27,6% não tem opinião formada a respeito.

De acordo com algumas opiniões, é difícil avaliar o desempenho individual de cada um, porque há muitos membros. Alguns dos entrevistados também acreditam que, nem todos os políticos merecem o salário que tem.

No que diz respeito a representantes femininas, 58,5% dos entrevistados queriam que o número fosse maior, enquanto 15,8% achavam que o nível atual estava bom e apenas 1,8% gostaria que o número de representantes femininas diminuísse. Dentre os argumentos dos que defendem o aumento do número de representação feminina é de que se houver um desequilíbrio entre homens e mulheres no DIET, a igualdade de gênero não avançará. De acordo com um dos entrevistados “Há uma tendência machista dentro da sociedade japonesa como um todo, então os líderes políticos do Japão precisam tomar as iniciativas de superar essa maneira de pensar”.

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