Tendo sido frequentemente dito pelos japoneses de que “nunca entenderia” a sua cultura porque ele não era um deles, o cartunista norte-americano, Tim Ernst, decidiu adotar essa noção em suas ilustrações de cartoons. 




 

Ernst mudou-se permanentemente da Califórnia para Akita em 1981, após um breve período como professor de inglês na cidade de Yamagata, onde também conheceu a esposa de 34 anos. 

Durante seu tempo em Yamagata, surgiu-lhe uma ideia de histórias em quadrinhos com foco nas lutas diárias de um homem ocidental, vivendo na cultura oriental. Ernst também diz que grande parte da sua inspiração veio de seus próprios encontros da vida real com os japoneses e seus costumes. 

“Eu era – eventualmente depois de todos esses anos ainda sou – o desajeitado, estranho, gaijin”, comentou o cartunista de 61 anos. 

Além de coletar e compilar ideias para os quadrinhos com base em suas próprias histórias, Ernst também observou a situação de outros ‘’peixe-fora-d’agua”, não-japoneses ao seu redor que pareciam estar como peixe se debatendo em suas situações semelhantes. 

Ernst iniciou seu conceito para o The Japan Times, no início dos anos 80 e foi totalmente contra a resistência do jornal em mudar o título que era simplesmente ‘’Gaijin”. 

O jornal considerou que a palavra – versão abreviada de gaikokujin (estrangeiro-país) – como “muito depreciativa”, entretanto Ernst discordou, argumentando que ela era apropriadamente “descritiva”. 

Não querendo mudar o nome, Ernst mudou o projeto para o extinto Mainici Daily News, o então segundo maior jornal de língua inglesa do Japão. Ernst diz que o jornal “abraçou o conceito” imediatamente e começou a publica-lo em abril de 1984. 

 “Eu não criei a série para torna-la controversa”, diz ele. “Meu objetivo nunca foi satirizar a cultura japonesa, mas sim proporcionar diversão para essa sociedade desconcertante”. 
 

Ernst por muito tempo foi considerado Gaijin, quando se mudou para Akita, mas ele afirma que se sente muito menos ofendido hoje em dia. 

 

 

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