No dia 6 de agosto de 1945, às 8h15m, uma bomba acabou com os sonhos de muita gente, em Hiroshima.




 
A cidade, que havia sobrevivido intacta ao bombardeio convencional vindo dos EUA, virou alvo de teste de uma bomba nuclear. O dispositivo detonou cerca de 600 metros, onde 66.000 pessoas foram mortas e cerca de 69.000 ficaram gravemente feridas, apenas na explosão. Os que sobreviveram, morreram por complicações devido as consequências da bomba.

Certamente você já viu fotos da colossal nuvem em formato de cogumelo subindo em Hiroshima logo após a explosão.Resultado de imagem para bomba de hiroshima

O ecologista marinho Mario Wannier, fez uma pesquisa e descobriu há alguns anos, algo que levantou uma questão assustadora que ninguém tinha parado para perguntar: O que aconteceu com Hiroshima depois?

A bomba explodiu 16.000 toneladas de TNT e cerca de 70% dos edifícios da cidade foram completamente destruídos. Poucos se mantiveram. Apenas os que possuíam estruturas fortes, sobreviveram (como o banco de Hiroshima, por exemplo, que se manteve intacto).O resto foi todo varridos pela vasta nuvem de destruição.

Warnnier retirou algumas amostras da areia da Penísula de Motoujina, 6km ao sul do hipocentro da bomba, para examinar e avaliar a saúde dos ecossistemas locais.

O que ele descobriu, não foram ecossistemas.

O pesquisador encontrou em pequenas partículas de areia, milhares de glóbulos de vidro.
Esses glóbulos de vidro eram resíduos de precipitação.
Warnnier estima que essas partículas possuem cerca de 2,5% da areia das praias de Hiroshima.

Aquilo era a própria cidade.
Dilacerada, derretida no calor do inferno nuclear e espalhada como se nunca tivessem existido, misturadas à areia da praia.

O pesquisador chamou o glóbulos de “Hiroshimaites”


Wannier encontrou grânulos de Hiroshima em todas as seis praias que ele testou em torno de Motoujina, estimando a massa dos detritos até uma profundidade de 10 centímetros em cerca de 36 toneladas para essas praias. Ele estima que a quantidade total de resíduos de precipitação chegue a milhares de toneladas.

 

via: wikimedia commos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.