A estética japonesa é repleta de diversos princípios que ligam-se uns aos outros.
Eles estão presentes em vários aspectos da arte e cultura. Na arquitetura, no teatro, ikebanas, shodô, sadô, yakimono, etc.




 

Todos estes princípios carregam uma ética e estética que ensinam sobre a apreciação do processo e da criação.
A estética japonesa é um conjunto de ideais antigos, que podemos entender melhor, lendo mais sobre esses conceitos:

Kanso – simplicidade ou eliminação da desordem

As coisas devem ser expressas de maneira simples e natural. 

Lembra-nos de pensar na clareza que só pode ser alcançada através da omissão ou exclusão do não essencial.

Kanso diz que beleza e utilidade não precisa ser exergada excessivamente decorativas ou fantasiosas. O efeito geral tem que ser fresco e limpo.

Lição zen: Elimine o que não te interessa, para ter mais espaço para  o que realmente importa e te faz bem

 

Fukinsei – assimetria ou irregularidade

A irregularidade e assimetria são princípios centrais da estética meditativa. O “enso” (círculo zen) feito com o pincel, é frequentemente desenhado como um círculo incompleto, que simboliza a imperfeição e a aceitação de que isso faz parte da existência.

No design, o equilíbrio assimetrico também é considerado dinâmico e belo, pois a natureza em si, é cheio de beleza e relacionamentos, que são assimetricos porém equilibrados

lição zen: deixe espaços para outros coexistirem e co-criarem com você.

 

Shibui – Minimalismo

Shibui significa literalmente ‘’sabor adstringente’’.

Nesse caso se refere à simplicidade ele grante, algo bonito, bem elaborado e chamativo.

Atualmente esse termo é uso para descrever algo que seja minimalista e belo e isso inclui tecnologia e produtos de consumos.

O objetivo é apresentar algo que transmita a sensação de foco e clareza. No mundo dos aplicativos, as vezes menos, significa mais.

Sabemos bem que uma interface claro e objetiva é essencial e torna a vida bem mais simplificada

 

Lição zen: Abster-se de acrescentar o que não é absolutamente necessário, deve vir em primeiro lugar.

 

Shizen – Naturalidade

O objetivo do shizen é encontrar um equilíbrio entre ser ‘’natural’’, mas distinto.

lição zen: Incorpore padrões e ritmos naturais ao seu design

 

Yugen – Profundidade ou sugestão, ao invés de revelação

gueixa

O princípio de yugen é que o poder da sugestão é mais forte do que o da revelação completa. Isso desperta a vontade e imaginação que resulta em ação.

Yugen foi representado na estratégia de marketing da Apple, desde o seu primeiro iPhone.

Ao invés de promover, demonstrar, fazer estratégia de publicidade, marketing, mídia, Steve Jobs demonstrou o iPhone apenas uma vez.

O anúncio resultou em mais de 20 milhões de pessoas, expressando seu desejo de compra-lo

lição: O limite da informação é suficiente para despertar a curiosidade

 

Datsuzoku- Liberdade do hábito ou forma

O conceito é fugir da rotina.

É necessário dar uma pausa durante a rotina, para que surjam novas possibilidades. Dar uma pausa em qualquer situação e respirar para pensar em novos caminhos e como fazer o que estiver fazendo da melhor forma, com o melhor planejamento.

 

Lição zen: Uma rotina interrompida, é uma parte importante de qualquer projeto inovador.

Seijaku – Quietude e tranquilidade

Refere-se a uma calma energizada (completamente), quietude, solidão.

 Isso está relacionado ao sentimento que você pode ter quando está em um jardim japonês. O sentimento oposto ao expresso por seijaku, seria ruído e perturbação. Como podemos trazer um sentimento de “calma ativa” e quietude para projetos efêmeros fora das artes zen?

Para o praticante Zen, é em estados de calma ativa, tranquilidade, solidão e quietude que encontramos a essência da energia criativa.

 E a meditação é uma maneira eficaz de aumentar a autoconsciência, o foco e a atenção e preparar o cérebro para obter insights criativos.

Lição Zen: Fazer algo nem sempre é melhor do que não fazer nada.

 

via: japaoemfoco

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