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Não desista

No Aichi, uma palestra realizada neste domingo (14) a convite do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil Tsunago, a psicóloga Maria do Carmo Santos Motta, adentrou num assunto pertinente: “Depressão não é modinha nem frescura”.  

Maria lembrou que há tratamento para a doença. “Mas você vai precisar de um psiquiatra que irá receitar remédios, dependendo do seu nível de depressão. Você não conseguirá sair sozinha dela. Caso esteja iniciando um quadro de depressão, você pode precisar apenas de um psicólogo. Não há outro caminho”, alerta. 

Segundo ela, alguns sintomas de depressão se caracterizam em uma tristeza que não passa e a falta de vontade de viver, que afeta o corpo inteiro, não apenas o cérebro. 

Ela completou que há fatores bioquímicos, que agravam o quadro. Pessoas com autoestima baixa, estresse e ansiedade são as mais propensas a este mal. Porém, existem fatores externos que podem ser um gatilho para o quadro depressivo, como exposição à violência e abusos de toda ordem. 

Quem consome álcool em excesso e é viciado em drogas, sofre de dores crônicas, doenças cerebrais, distúrbios do sono ou tem algum familiar com doença mental, também estão propensos à depressão.

Maria, que é psicopedagoga e doutora em ciências da educação, isso que há um longo caminho até a pessoa ser diagnosticada com a depressão. Ela usou o caso de brasileiros que vivem no Japão, muito dos quais, segundo ela observou, chegam sem estar preparados para enfrentar uma cultura diferente, totalmente diversa e com um novo ritmo de vida.  

Ela dividiu o tema em quatro eixos:  

  • O indivíduo, se está bem consigo mesmo ou como elaborou a mudança de um país para o outro 
  • A família e como seus membros se relacionam
  • E os filhos, que podem apresentar uma série de diferentes dificuldades de aprendizagem, por exemplo, como sua família lida com suas necessidades.Caso um destes itens esteja mal resolvido, pode acontecer de abrir portas para a chegada da depressão. 

 

Mesmo com o auxílio de profissionais como psiquiatras e psicólogos, há outros modos para melhorar o quadro de depressão. 
Um exemplo são as atividades físicas, que liberam serotonina, neurotransmissor responsável por regular o sono, humor, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal e funções cognitivas.
Se esta substância é encontrada em níveis baixos, a pessoa terá dificuldade para dormir, desenvolverá ansiedade, mau humor, além de abrir caminho para a depressão. 

A alimentação equilibrada também é um ótimo ajudante para combater a depressão, pois ela favorece o bom funcionamento do intestino.
 

“Eu irei embora feliz do Japão, se a vida de vocês mudar pelo menos 1%, porque amanhã você vai querer mudar mais um pouco e mais um pouco. Ninguém muda tudo de uma vez. Dos 4 eixos que eu falei, um pelo menos deve ter marcado vocês”, lembrou. 

Guida Suzuki, da Associação Brasileira de Toyohashi (ABT), também participou da palestra e relembrou de duas amigas que estavam com depressão e não sobreviveram, por isso, na sua organização foi criado um serviço chamado Orientação Psicológica, que atende na sede da ABT, cobrando um valor simbólico de ¥1.000. 

“No primeiro mês de atendimento, realizamos 110 consultas. Podem ser casais ou crianças. Este serviço está tendo muita procura.” 

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