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Por que as mulheres não ascendem ao império japonês?

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Ao longo da história do Japão, apenas oito mulheres foram Imperatrizes regentes. A última mulher a ocupar o trono japonês foi a Imperatriz Go-Sakuramachi, a 117ª durante o século XVIII. Desde então, são 248 anos que o Japão passou sem ter uma figura feminina ocupando o trono imperial do Japão.

A julgar pela quantidade de mulheres que ocuparam o trono ao longo da história japonesa, é possível afirmar que esses casos foram apenas exceções.

A Lei de Sucessão Imperial determina que apenas os primogênitos do sexo masculino são aptos. Mas essa tradição já foi objeto de discussão no Japão.

Em 2005, um grupo governamental recomendou ao então primeiro ministro japonês, Junichiro Koizumi, uma alteração na Lei de Sucessão Imperial. A alteração previa que qualquer primogênito do Imperador, independente do gênero, fosse o legítimo herdeiro do trono crisântemo.

Naquela ocasião, era esperado que a princesa Aiko, a primogênita do futuro Imperador Naruhito, pudesse se tornar a Imperatriz após o reinado de seu pai.

Mas apesar da opinião pública se mostrar favorável a mudança na lei o debate não prosperou por causa da gravidez da princesa Kiko. Com o nascimento do príncipe Hisahito, filho da princesa Kiko e do Príncipe Akishino (Fumihito), os partidos políticos e a sociedade conservadora do Japão optaram por deixar esse debate para outra ocasião.

Porém, o problema é que das 18 pessoas que compõem a família imperial, apenas cinco são homens: Akihito, Naruhito, Hitachi, Akishino e Hisahito. Por isso, o panorama da sucessão imperial pode se tornar um problema no futuro. Aparentemente a imensa maioria da população se mostra favorável a possibilidade de uma mulher ocupar o trono crisântemo.

Fonte: Mundo-Nipo

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