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Por unanimidade Conselho da Nissan vota por demitir Ghosn

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Carlos Ghosn foi demitido da Nissan conforme decisão do conselho. Foto: IstoÉ

TÓQUIO / YOKOHAMA – O conselho de administração da Nissan Motor Co. votou por unanimidade a demissão do presidente Carlos Ghosn e do diretor representante Greg Kelly, preso por suposto subnotificação da renda, em uma reunião de emergência na noite de 22 de novembro.

Ghosn foi destituído de seus cargos como presidente e diretor representante. No entanto, a remoção de Ghosn da diretoria da empresa exige a aprovação dos acionistas, e a Nissan convocou uma assembleia geral extraordinária para confirmar a demissão.

O conselho da Nissan também decidiu criar um painel de especialistas para revisar sua governança corporativa, depois de considerar que a concentração excessiva de poder durante um período de quase 20 anos em Ghosn levou ao suposto delito.

A empresa pretende rever o sistema de remuneração dos membros do conselho porque esse gasto foi efetivamente deixado nas mãos de Ghosn, o que também contribuiu para o escândalo. Especificamente, a Nissan está explorando a possibilidade de estabelecer membros externos do conselho para definir níveis de remuneração para seus diretores.

Na manhã de 22 de novembro, Saikawa disse a repórteres em Tóquio: “Anunciaremos o que o conselho decidir”.

Com base no resultado de uma investigação interna, a Nissan disse que concluiu que Ghosn e o diretor representante Greg Kelly não apenas subnotificaram a receita do presidente, mas também desviaram fundos da empresa.

“Especialistas consideram que os dois cometeram sérios delitos, pelos quais merecem ser demitidos”, disse Saikawa em coletiva de imprensa no dia 19 de novembro.

A Mitsubishi Motors Corp., na qual a Nissan tem uma participação e onde Ghosn também serve como presidente, irá convocar uma reunião extraordinária do conselho em algum momento na próxima semana para removê-lo. Ghosn lidera a aliança da Nissan, da francesa Renault SA e da Mitsubishi Motors como presidente das três empresas.

Fonte: Mainichi Shimbun

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