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Remédios falsificados matam milhares de africanos por ano

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Remédios falsificados são produzidos na China, Paraguai, Índia, Paquistão e Reino Unido. Foto: Eilon Paz
Um relatório apontou que até 158 mil pessoas morrem anualmente por remédios para malária falsificados.

Na África, todos os anos, milhares de pessoas morrem pelo uso de remédios falsificados, segundo relatório divulgado na terça-feira (13). A maior causa é a falta de dinheiro e o preço dos remédios, que faz com que as pessoas busquem comerciantes ambulantes ilegais que tenham um remédio com menor preço, mas que em contraponto, são falsificador e causam danos fatais.

Moustapha Dieng (30), um alfaiate de Ouagadougou procurou um médico após começar a sentir dores estomacais. O médico o receitou um remédio, porém, era caro e ele buscou os mais baratos que lhe fizeram adoecer e ser hospitalizado.

“Era caro demais na farmácia. Fui forçado a comprar remédios na rua, já que são menos caros”, relatou o alfaiate.

Estes remédios falsos são produzidos na Índia, Paraguai, Paquistão, Reino Unido, e principalmente, na China. Entre 2013 e 2017, foi constatado à Organização Mundial da Saúde (OMS), que mais da metade estava na África Subsaariana, segundo o relatório.

“Os falsificadores atacam os países mais pobres do que seus pares mais ricos, com uma penetração até 30 vezes maior de falsificações na cadeia de fornecimento”, disse o relatório.

Fonte: Reuters
https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN1NK2A6-OBRWD.

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