Duas companhias marítimas acusaram ataques em navios petroleiros na quinta-feira (13) no Golfo de Omã, até o momento da publicação desta matéria ninguém assumiu a autoria dos ataques.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã como autor dos ataques, porém não apresentou evidências para essa conclusão.


 

O fato ocorre durante a visita do primeiro-ministro Shinzo Abe em Teerã, tem como objetivo reduzir o clima tenso entre os Estados Unidos e Irã. No momento que aconteceu o ataque ao navio petroleiro japonês, Abe reunia-se com o Aiatolá Ali Khamenel. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamed Javad Zarif, repudiou o comentário americano, reforçando que não há motivos para uma atitude desta, principalmente durante a estada do primeiro-ministro japonês.

Os 21 tripulantes do petroleiro Kokuka Courageus, de nacionalidade japonesa, foram resgatados, não houve registro de vítima fatal, apenas um tripulante necessitou de primeiros socorros. Os tripulantes foram levados ao porto de Jask, banhada pelo Golfo de Omã. O navio petroleiro esvaziado ficou a deriva, porém a tripulação segura, declarou o presidente da empresa Kokuka Sangyo, Yutaka Katada.

Conforme o relato de um tripulante da embarcação ao The New York Times, o primeiro projétil atingiu a parte esquerda traseira, fato que mobilizou a tripulação para cessar o incêndio. Posteriormente um novo projétil atingiu a embarcação, o capitão decidiu abandonar a embarcação.

Este novo ataque a navios petroleiros impactaram em aumento do preço do barril do petróleo, apesar da substância transportada no navio fosse de 25 mil toneladas de metanol.

O Canal de Omã é responsável pelo escoamento de aproximadamente 30% do petróleo mundial comercializado, a insegurança apresentada na região coloca em xeque o fornecimento de petróleo mundial, concluiu o Paolo d’Amico, presidente da Intertanko, associação de embarcações.

Fonte: G1

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