Início Japão Cotidiano Sindicato dos Trabalhadores diz que 3.000 trabalhadores estrangeiros foram demitidos na fábrica...

Sindicato dos Trabalhadores diz que 3.000 trabalhadores estrangeiros foram demitidos na fábrica da Sharp no Japão

1069
0
A Sharp corta 1000 funcionários. Foto: Nikkei Asian Review

Quase 3.000 trabalhadores estrangeiros alocados na fábrica da Sharp na província de Mie tiveram seus contratos rescindidos, segundo um sindicato trabalhista.

A redução de trabalhadores é devido ao corte na produção de painéis de cristal líquido, ocorre em um momento em que o governo está buscando revisar a lei de imigração e aceitar mais operários estrangeiros no Japão.

Cerca de 3.000 trabalhadores estrangeiros foram alocados por cerca de dez empresas terceirizadora de mão de obra para a Sharp em Mie, na fábrica em Kameyama. 

As empresas subcontratadas são classificadas em 3 categorias, de nível 1 a 3. A de nível 1 tem contrato direto com a indústria de eletroeletrônicos, a qual repassa para a de nível 2 e é a da terceira posição que recruta e gerencia os brasileiros e peruanos, enviando-os à unidade de Kameyama.

Durante a negociação coletiva no mês passado, os empregadores disseram ao sindicato que o número de trabalhadores terceirizados caiu drasticamente, segundo o sindicato.

O motivante das demissões é a redução nas vendas de smartphones.

A Sharp informou que não contratou diretamente os trabalhadores e não está em posição de comentar a rescisão do contrato.

Um representante das empresas terceirizadora de mão de obra disse que há trabalhadores que desistem voluntariamente. Comentou também que quatro empresas contrataram nipo-brasileiros e peruanos por volta de 2013, chegando a alocar até 2000 operários.

O secretário-geral da Union Mie, Hojo Hirooka, disse que os descendentes de japoneses são obrigados a trabalhar em ambiente ruim, e que os novos estrangeiros que virão com a aprovação da nova modalidade de visto também terão seus direitos humanos usurpados.

“A expansão do emprego de trabalhadores estrangeiros está sendo discutida, mas melhorar o ambiente de trabalho deve vir em primeiro lugar”, disse Shikata.

Fonte: Mainichi Shimbun

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here