Na semana retrasada o Mundo-Nipo publicou uma matéria que discutia sobre a progressiva aprovação da tatuagem na sociedade japonesa, o Japão é conhecido pelo alto grau de restrição às pessoas com tatuagem devido à referência com a máfia local.




 

Hoje trazemos uma matéria contrária ao uso da tatuagem, mas não é no Japão, e sim no Brasil.

A tatuagem acaba sendo um empecilho na hora da busca de oportunidade de emprego. Citamos os casos do Acácio Moreira e do Renan Pires Negrão.

Acácio é formado em Educação Física e possui inglês fluente. Foi reprovado no teste de personal trainer em uma academia na avenida Paulista devido ao tatoo.

Renan foi impedido de trabalhar na Polícia Militar de São Paulo em 2013 devido a sua tatuagem no braço. Relata que passou na primeira fase, porém foi reprovado na inspeção de pele do exame médico. A alegação foi que a tatuagem do braço ficaria visível quando vestisse o uniforme de treino. Nas regras do teste para a vaga é explicitado o veto à tatuagem.

Há empresas que não proíbem, mas pedem que sejam ocultadas através do uso de fita adesivas, é o caso da locadora de auto Localiza. O procedimento é visto como irregular pelo professor e advogado de gestão empresarial da PUC-SP, dr. Anis Kfouri. O funcionário que se sentir constrangido devido a restrição da tatuagem tem o direito de rescindir unilateralmente o contrato de trabalho e reivindicar as indenizações, pois há precedentes no Supremo Tribunal Federal, disse.

Na locadora de autos Localiza Hertz, os funcionários são orientados para cobrir a tatuagem com fita cor de pele. É aceitar ou ser demitida, afirma uma atendente. A ordem vem da matriz, que fica em Belo Horizonte, relatou um funcionário da locadora.

A psicóloga que atua na área de recrutamento, Eva Buscoff, comenta de um caso, o gestor achava absurdo contratar pessoa com tatuagem, mas passou a achar normal quando seus filhos começaram a se tatuar e partiram para o mercado de trabalho.

Fonte: BBC

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