As cinzas do ex-líder da Aum, ainda permanecem na casa de detenção de Tokyo, um ano após a sua sentença de morte declarada em 6 de julho de 2018.

Chizuo Matsumoto, também conhecido como Shoko Asahara, liderava uma seita religiosa no Japão que ensinava princípios apocalípticos.




 

Criada no período de 1980, a seita misturava crenças hinduístas e budista.
Só depois de um tempo, foram incluídos os ensinamentos de profecias cristãs. Asahara declarava ser, ao mesmo tempo, Jesus Cristo e o primeiro ‘’Iluminado” a chegar à terra após Buda.

Em 1989, a Aum (オ ウ ム 真理 教), ganhou o status de organização religiosa, atraindo dezenas de milhares de seguidores pelo mundo, sendo a maioria estudantes de renomadas instituições japonesas.

Em 1995 o grupo planejou um ataque aos metrôs de Tokyo e 5 integrantes da seita abriram de maneira coordenada várias bolsas com o gás sarin (gás declarado arma de destruição em massa na Resolução 687 das Nações Unida, devido à sua extrema potência sob o sistema nervoso), deixando ao todo 13 pessoas mortas, 6 mil feridos e dezenas em estado vegetativo.

13 envolvidos foram condenados a enforcamento, dentre eles Chizuo Matsumoto.

Suas cinzas ainda estão retidas devido aos temores de que grupos de sucessão possam deificá-lo.

Matsumoto declarou antes de sua morte que sua quarta filha deveria portar a suas cinzas. Preocupada com a repercussão que o enterro das cinzas poderiam ocorrer, a mulher deve espalhar suas cinzas no Oceano pacífico.

Ainda são mantidos na casa de detenção as suas roupas e o capacete usado durante sua prisão. Espera-se que os itens sejam entregues a família após as negociações judiciais.

Meses seguintes ao ataque, o grupo ainda realizou tentativas de liberar Cianeto de Hidrogênio, outro gás letal, em várias estações do país.

Shoko Asahara foi condenado à morte em 2004. Os advogados tentaram argumentar que o místico estava ‘’mentalmente incapacitado”, mas não adiantou.

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