O uso da inteligência artificial no Japão deve reduzir 10% das vagas em grandes empresas. Veja quais setores serão os mais afetados pela tecnologia.
A tecnologia avançada está mudando o mercado de trabalho japonês de forma acelerada e irreversível. Segundo uma pesquisa do jornal The Yomiuri Shimbun, grandes empresas preveem cortes significativos em seus quadros.
Mais de 40% dos executivos acreditam que o número de funcionários diminuirá na próxima década. O motivo principal para essa mudança é o impacto direto da inteligência artificial no Japão.
O fim de cargos administrativos e operacionais
A substituição humana já tem setores definidos pelos líderes das grandes corporações nipônicas. Áreas como entrada de dados e preparação de documentos estão no topo da lista de automação. Além disso, operações de call center devem sofrer reduções drásticas de pessoal em breve.
Cinco grandes executivos projetam uma queda de pelo menos 10% no total de colaboradores. No entanto, o foco das empresas é aumentar a produtividade através da automação tecnológica. Como resultado, funções puramente manuais ou repetitivas perdem espaço para sistemas inteligentes e autônomos.
Onde a inteligência artificial no Japão encontra limites
Apesar do otimismo tecnológico, existem barreiras claras para a substituição total de pessoas. Líderes de diversos setores enfatizam que julgamentos éticos e decisões complexas exigem sensibilidade humana. Por exemplo, a segurança alimentar e a garantia de qualidade ainda dependem da visão crítica de especialistas.
Áreas preservadas da automação total:
- Hotelaria e lazer: O atendimento presencial e os espetáculos de entretenimento exigem conexão humana.
- Segurança: A inspeção final de alimentos continua sendo uma responsabilidade técnica de profissionais humanos.
- Patrimônio Cultural: Trabalhos especializados que demandam conhecimento técnico profundo seguem protegidos da automação.
Além disso, empresas como a Kirin Holdings testam a IA em reuniões de gestão. Todavia, a decisão final sempre permanece sob o controle dos executivos humanos.
Novas oportunidades e o futuro do mercado
Nem todas as previsões para a inteligência artificial no Japão são negativas para o emprego. Algumas companhias pretendem expandir seus negócios graças ao aumento da eficiência gerada pela tecnologia. A Skylark Holdings, por exemplo, planeja contratar mais especialistas em digitalização e abrir novas unidades físicas.
Muitos executivos acreditam que a inteligência artificial geral será realidade em menos de cinco anos. Como resultado, as empresas que souberem equilibrar tecnologia e talento humano dominarão o cenário econômico futuro. Em conclusão, a adaptação às novas ferramentas digitais será o diferencial para a sobrevivência no mercado.


**Portal Mundo-Nipo**
Sucursal Japão
Jonathan Miyata é Correspondente Internacional do Canal Mundo-Nipo em Tóquio. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e com Pós-Graduação em Estudos Asiáticos pela Universidade de Tóquio (Todai). Atua na cobertura de política, tecnologia e cultura japonesa há mais de 8 anos, com passagens pelo grupo Abril antes de integrar o Mundo-Nipo.
Reportagem: Esta é uma descrição de eventos e ocorrências cujo conteúdo é rigorosamente fundamentado em dados e fatos. As informações são verificadas por meio da observação direta do repórter ou mediante consulta a fontes jornalísticas consideradas idôneas e confiáveis.
