China constrói seu primeiro porta-aviões nuclear em Dalian. Imagens de satélite revelam tecnologia avançada que pode mudar o poder naval no Pacífico.
Imagens de satélite recentes revelam um avanço significativo na tecnologia naval chinesa. O país está construindo o seu quarto porta-aviões no estaleiro de Dalian. O Instituto Japonês para Fundamentos Nacionais analisou essas novas fotos detalhadamente.
As estruturas encontradas lembram vasos de contenção de reatores nucleares. Por isso, especialistas acreditam que este será o primeiro porta-aviões nuclear da China. Atualmente, apenas Estados Unidos e França possuem esse tipo de embarcação.
Estruturas suspeitas no estaleiro de Dalian
O quarto porta-aviões está sendo montado na província de Liaoning. Este local é o mesmo onde o navio Shandong foi finalizado. Em fevereiro, blocos de quilha foram confirmados no estaleiro.
Em novembro, a montagem do casco mostrou detalhes importantes. Duas estruturas grandes foram instaladas dentro da embarcação. Elas medem 16 metros de comprimento e 14 metros de largura.
Segundo a pesquisadora Maki Nakagawa, o formato é muito específico. Ele é semelhante aos reatores usados pela marinha americana. Além disso, o uso de dois reatores garante a segurança na navegação. Isso permite que o navio opere mesmo se um motor falhar.
A estratégia militar da China no Pacífico
A China já domina a propulsão nuclear em seus submarinos. No entanto, seus três porta-aviões atuais usam energia convencional. O objetivo agora é expandir a força naval para águas distantes.
O país deseja conter a presença americana perto de Taiwan. Como resultado, o porta-aviões nuclear oferece uma vantagem estratégica crucial. Essas embarcações podem operar por muito mais tempo sem reabastecer.
Previsão para o lançamento da nova embarcação
A construção de navios desse porte é um processo demorado. O terceiro navio chinês, o Fujian, serviu de base para estimativas. Primeiramente, o projeto precisa passar por testes rigorosos no mar.
Especialistas preveem que o novo navio ficará pronto em sete anos. No entanto, o avanço tecnológico chinês tem surpreendido muitos analistas internacionais. A presença de um porta-aviões nuclear mudará o equilíbrio de poder na Ásia.


**Portal Mundo-Nipo**
Sucursal Japão
Jonathan Miyata é Correspondente Internacional do Canal Mundo-Nipo em Tóquio. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e com Pós-Graduação em Estudos Asiáticos pela Universidade de Tóquio (Todai). Atua na cobertura de política, tecnologia e cultura japonesa há mais de 8 anos, com passagens pelo grupo Abril antes de integrar o Mundo-Nipo.
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