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Inovação Contra o Declínio, A Estratégia da Coreia do Sul para Reverter a Crise Populacional

- 20 de maio de 2024

Entre a Urgência e a Inovação: A Estratégia Populacional da Coreia. Analisando as soluções criativas da Coreia do Sul para um problema global.

À medida que a crise de fertilidade global se intensifica, cresce a preocupação sobre como enfrentá-la. Uma população mundial decrescente pode parecer vantajosa a curto prazo, mas um declínio acentuado traz preocupações geopolíticas e econômicas, como a perda de influência global e a capacidade de sustentar dívidas nacionais com uma base tributária jovem.

Em resposta, a Coreia do Sul propõe uma solução ousada: oferecer um bônus de nascimento de 100 milhões de won (aproximadamente 70 mil dólares) por bebê, um valor significativo considerando a renda per capita do país. Este plano, que custaria mais de 16 bilhões de dólares por ano com as taxas de natalidade atuais, visa incentivar o aumento da taxa de fertilidade, que está atualmente em um dos níveis mais baixos do mundo.

Embora essas políticas possam parecer autofinanciáveis a longo prazo, devido ao potencial de aumento da base de contribuintes, há dúvidas sobre sua eficácia real. Se apenas uma fração das famílias for incentivada a ter mais filhos por causa do subsídio, o retorno fiscal pode não justificar o investimento inicial. Além disso, há o risco de essas políticas exacerbarem os problemas fiscais, caso não gerem o crescimento populacional esperado.

A experiência da Hungria com subsídios à procriação mostra algum sucesso, sugerindo um aumento nas taxas de fertilidade, embora ainda abaixo do nível de reposição. No entanto, experiências em outros países, como os nórdicos e Singapura, indicam que mudanças nas prioridades das gerações mais jovens e nas normas sociais têm um impacto maior nas decisões sobre o tamanho da família do que incentivos financeiros.

A eficácia dos subsídios de natalidade pode depender de alcançar uma “massa crítica” de famílias maiores, alterando as normas sociais. As experiências da Coreia do Sul e da Hungria com esses subsídios são dignas de atenção e análise, pois mesmo um abrandamento na tendência de envelhecimento e diminuição da população pode ser considerado um sucesso.

A necessidade de experimentação social é evidente, pois o mundo busca soluções para evitar o declínio populacional. A abordagem da Coreia do Sul, embora ambiciosa, destaca a urgência e a complexidade do desafio global de fertilidade que enfrentamos.

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