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Repatriação forçada: como fica o psicológico?

- 1 de janeiro de 2026
As novas leis de imigração no Japão endurecem o cerco contra estrangeiros. Saiba como o plano de deportação afeta jovens integrados e o futuro do país.

As novas leis de imigração no Japão endurecem o cerco contra estrangeiros. Saiba como o plano de deportação afeta jovens integrados e o futuro do país.

O Japão endurece as regras contra a imigração ilegal. O plano “Zero Imigrantes Ilegais” avança com rigor. A nova política afeta crianças e jovens estrangeiros. Muitos cresceram no país e falam japonês fluente. No entanto, o governo busca reduzir deportações pendentes. A meta é cortar esses números pela metade até 2030.


O endurecimento das leis de imigração no Japão

A administração da primeira-ministra Sanae Takaichi mantém firmeza total. As regras de imigração no Japão agora são inegociáveis. Uma mudança recente na lei permite deportar solicitantes recorrentes. Quem pede refúgio pela terceira vez perde a proteção. Essa medida fecha brechas usadas para permanecer no território.

Como resultado, o número de deportações forçadas dobrou. Entre junho e agosto de 2025, houve 119 casos. A comunidade turca é a mais atingida no momento. Muitos jovens curdos de Saitama enfrentam agora o isolamento. Eles se sentem japoneses, mas o Estado os rejeita.

O drama do limbo jurídico em Saitama

Famílias inteiras vivem sob o regime de “liberdade provisória”. Esse status jurídico suspende a detenção dos estrangeiros. Contudo, ele nega o direito básico ao trabalho. Além disso, não oferece qualquer estabilidade de residência. Por exemplo, um jovem de 18 anos retornou à Turquia. Ele sonhava em ser professor de educação física.

Ele viveu dez anos no Japão com esforço máximo. Infelizmente, a burocracia barrou seu ingresso na universidade. Seus pais foram deportados em agosto de 2025. O jovem teve que escolher entre a família ou a solidão. Ele partiu para um país que mal conhece.


Consequências sociais das novas políticas migratórias no Japão

Especialistas criticam a rigidez da aplicação das leis. A Federação Japonesa de Associações de Advogados levanta preocupações sérias. Eles argumentam que o interesse das crianças deve prevalecer. O Japão ignora laços profundos criados por esses jovens. Muitas crianças nascidas no Japão não dominam o idioma materno.

  • Identidade: O Japão é o único lar conhecido.
  • Barreira: O retorno causa analfabetismo funcional no país natal.
  • Incerteza: Permissões especiais de 2023 foram insuficientes para todos.

A gestão atual prioriza uma sociedade considerada ordeira. No entanto, o custo humano das leis de imigração no Japão é alto. O país enfrenta uma grave crise demográfica. Jovens integrados poderiam suprir a falta de mão de obra. Por outro lado, o governo foca na exclusão imediata.

Em conclusão, o futuro desses jovens permanece incerto e sombrio. O sucesso das metas estatais apaga sonhos individuais valiosos. O Japão perde cidadãos talentosos em nome do rigor administrativo.

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Autor

**Portal Mundo-Nipo**
Sucursal Japão

Jonathan Miyata é Correspondente Internacional do Canal Mundo-Nipo em Tóquio. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e com Pós-Graduação em Estudos Asiáticos pela Universidade de Tóquio (Todai). Atua na cobertura de política, tecnologia e cultura japonesa há mais de 8 anos, com passagens pelo grupo Abril antes de integrar o Mundo-Nipo.

Reportagem: Esta é uma descrição de eventos e ocorrências cujo conteúdo é rigorosamente fundamentado em dados e fatos. As informações são verificadas por meio da observação direta do repórter ou mediante consulta a fontes jornalísticas consideradas idôneas e confiáveis.

Fonte: Agência de Serviços de Imigração do Japão, Federação Japonesa de Associações de Advogados, Governo da Província de Saitama, Portal de Notícias de Kawaguchi

Edição e publicação responsável: Mundo-Nipo Notícias

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