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Investimento Bilionário em Risco, Ativistas Detidos na Transição Energética do Vietnã

- 25 de março de 2024

Energia Renovável no Vietnã: Um Salto para a Sustentabilidade, Liderança em Energia Solar e Eólica: Avanço ou Obstáculo Tecnológico?

Ngo Thi To Nhien, uma diretora de um grupo de reflexão sobre energia sustentável no Vietnã, foi detida em setembro sob acusações relacionadas a documentos do Estado, com risco de até cinco anos de prisão. Sua prisão é vista como politicamente motivada pelo The 88 Project, que monitora prisioneiros políticos no Vietnã, especialmente considerando seu trabalho pela transição energética do país. Desde 2021, cinco ativistas climáticos foram detidos, apesar de contribuírem para um pacote de investimento de 15,5 bilhões de dólares destinado a ajudar o Vietnã a alcançar a neutralidade de carbono até 2050 através da Parceria para uma Transição Energética Justa (JETP).

O Japão, participante do JETP, comprometeu-se com 342,4 milhões de dólares, majoritariamente em empréstimos comerciais, enquanto os EUA prometeram mais de um bilhão de dólares. Apesar das detenções, poucos países expressaram preocupações, sem vincular o financiamento à libertação dos ativistas.

O Vietnã tem feito progressos em energias renováveis, liderando o Sudeste Asiático em energia eólica e solar. No entanto, enfrenta desafios como uma rede elétrica subdesenvolvida e dependência do carvão, que ainda representa cerca de 45% da produção de eletricidade. O JETP visa aumentar a participação das energias renováveis para pelo menos 47% até 2030 e melhorar a infraestrutura energética do país.

Críticos apontam para a Comunidade Ásia de Emissões Zero (AZEC), liderada pelo Japão, como potencialmente atrasando os esforços de descarbonização. O Vietnã, envolvido na AZEC, explora “combustíveis de transição” como o amoníaco e o hidrogênio, apesar de preocupações sobre sua viabilidade e impacto climático.

A transição energética do Vietnã inclui planos para modernizar centrais a carvão e expandir o uso de gás natural liquefeito (GNL), mantendo o carvão e o GNL como partes significativas da matriz energética até 2050. Especialistas e ativistas destacam a necessidade de uma transição justa e inclusiva, envolvendo a sociedade civil e garantindo a liberdade de expressão e participação nas decisões climáticas.

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