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Chega ao Brasil o whiskie Suntori Yamazaki Mizunara: R$14.000

- 5 de novembro de 2023

Os melhores uísques do mundo há muito tempo não moram só na Escócia. Se a Irlanda e os Estados Unidos entraram na disputa com seus estilos regionais e herança bretã, foi o Japão que conquistou o mundo com um uísque único, criado com dedicação e terroir excepcionais.

Agora ele ganha a noite paulistana, aparecendo nas cartas de izakayas e bares de drinques, seja no popular high ball japonês ou puro, seja nas versões mais refinadas, envelhecidas por até 20 anos em algum canto da ilha.

É na região montanhosa de Yamazaki que nascem os icônicos uísques da Suntory. Maior indústria de bebidas do país e quinta maior do mundo, fundada em 1899, criou em 1923 a destilaria na região, próxima de Kyoto, para dar vida ao primeiro uísque com terroir local, que seria maturado em barris de carvalho japonês e que agradassem ao paladar nipônico.

O lugar foi escolhido pelas águas límpidas dos três rios que cortam as montanhas e por ter bem demarcadas todas as estações do ano. O clima ameno e úmido são ideais para a maturação, o tempo em que o álcool passa nos barris de madeira até virar uísque, o que pode levar meses ou décadas, a depender da complexidade do resultado.

Hoje, The House of Suntory tem algumas marcas de destilados premium disponíveis no Brasil, em várias versões: o premiadíssimo single malt Yamazaki, o Hakushu, destilado nos Alpes japoneses, o Hibiki, produzido à base de blends, além do Chita, um uísque de grãos. A marca ainda tem a Haku, uma vodca destilada feita de arroz japonês, e o gin Roku.

Edições comemorativas

Para celebrar os 100 anos da marca, a Suntory traz ao país duas edições limitadas do Yamazaki e do Hakushu, ambos envelhecidos 18 anos em barris de carvalho.

O Yamazaki Mizunara 18 é um single malt envelhecido em barris de mizunara, uma espécie de carvalho japonês que se tornou a assinatura da marca e empresta à bebida notas de incenso e sândalo, além de uma cor âmbar avermelhada. Na boca, traz a memória de cerejas escuras, pêssegos maduros, noz-moscada e um final com coco seco.

Esta é a segunda vez que a destilaria usa somente barris de mizunara para maturar um single malt. A primeira edição do Yamazaki Single Malt, lançada em 1937, foi envelhecida em barris desse carvalho.

O mizunara é uma espécie de carvalho das florestas frias do Japão, que pode levar até 200 anos para atingir o ponto de corte, o que o torna raro e protegido, poucos cortes são autorizados por temporada. Sua madeira é porosa e exige muito dos artesãos para criar boas barricas para maturação. Isso faz com que um barril dessa madeira custe de US$ 6 mil a US$12 mil.

Já a edição centenária do Hakushu 18 Peated Single Malt é a tradução da sutileza do uísque japonês: uma bebida defumada, mas sem o domínio da fumaça nos aromas. A destilaria usa turfa dos Alpes japoneses para defumar os grãos maltados.

O resultado é um japanese smoky elegante, de cor dourada, aromas de fumaça, ervas, toranja e final de frutas cítricas verdes frescas.

As garrafas estão disponíveis em tiragem limitada. O preço faz jus à exclusividade: o Yamazaki Mizunara custa em torno de R$ 14 mil, e o Hakushu 18 Peated Single Malt, cerca de R$ 11 mil.

Fonte: Revista Exame (https://exame.com/casual/uisque-14-mil-chega-brasil-comemoracao-centenario-the-house-of-suntory/)

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