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Do Yubitsume à Caridade: A Vida da ex-mafiosa Nishimura Mako

- 29 de janeiro de 2024

Nishimura Mako, uma mulher de cinquenta anos com tatuagens e um dedo a menos, sinaliza sua associação à yakuza, o infame sindicato do crime japonês. Embora o papel das mulheres na yakuza seja tipicamente periférico, Nishimura não se enquadra nesse molde. Inicialmente, atuou como anesan, cuidando de membros jovens e mediando conflitos, além de se envolver em atividades ilegais como prostituição e extorsão.

Sua infância, marcada por uma educação rigorosa e um pai autoritário, a empurrou na direção de uma vida de rebelião e, eventualmente, para os braços da yakuza. Protegida por um membro do grupo, ela aprendeu as complexidades do submundo do crime. Sua lealdade e audácia a levaram a participar da cerimônia sakazuki, um ritual raro para uma mulher, confirmando sua filiação formal à yakuza.

Apelidada de “mestre em cortar dedos” após realizar um yubitsume, um ritual de penitência, Nishimura se destacou na gestão de negócios ilícitos. No entanto, desiludida pelo vício em metanfetamina e pelas mudanças no grupo, ela tentou se afastar, mas as marcas de seu passado yakuza a seguiram, impedindo-a de ter uma vida normal.

Após anos de conflitos e violência, inclusive em seu casamento com um chefe yakuza, Nishimura divorciou-se e perdeu a guarda dos filhos. Agora, aposentada do crime organizado, ela vive modestamente, trabalha em demolição e se dedica a ajudar ex-yakuzas e dependentes químicos em uma instituição de caridade.

Nishimura não procura ser um ícone feminista; sua história é única, desafiando as normas de gênero e lealdade no submundo do crime organizado japonês.

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