O caso não é recente, porém continua sendo um problema atual no Japão: a discriminação.

A casa própria é o sonho de todo casal e não foi diferente ao casal Johnny Kazuto e Sara Matsumoto. Após pesquisar e visitar vários terrenos com o auxílio da construtora, presidido por Yoshinori Suzuki, o casal encontrou o terreno ideal no bairro de Nagamizo, cidade de Fukuroi, Shizuoka.




 

O contato e a negociação foram inicializados junto à imobiliária, porém os trâmites para a aquisição do terreno não evoluíam, motivo pela qual passaram a desconfiar da falta de interesse por parte da imobiliária.

A construtora abordou sobre este assunto à imobiliária, que se abriu alegando resistência na entrada de proprietário estrangeiro pela comunidade local (Divisão 7 de Nagamizo).

Uma vez ciente da resistência da comunidade local, o presidente da construtora pediu o agendamento de encontro dos candidatos à compra do terreno e o presidente da comunidade, porém não obteve sucesso: “A decisão já está tomada, não temos interesse nesta reunião”.

Inconformado com a situação, o presidente da construtora pediu a apreciação do caso ao escritório da Justiça de Fukuroi e também da província de Shizuoka.

Infelizmente não houve nenhuma decisão por parte dos dois órgãos, fato que levou o casal a adquirir o terreno em uma outra localização.

Passados anos, no ano de 2009 o casal recebeu uma carta do referido órgão em que observou violação dos Direitos Humanos ao incidir em discriminação racial.

O órgão advertiu a imobiliária e a Divisão 7 de Nagamizo por esta prática.

Apesar do resultado, o casal não entrou com processo contra os infratores.

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