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Premiê do Japão diz não descartar opções para retorno imediato de japoneses sequestrados

- 6 de março de 2023

O primeiro-ministro do Japão diz não descartar nenhuma opção para concretizar um retorno imediato de japoneses que foram sequestrados pela Coreia do Norte, incluindo a concessão de ajuda humanitária ao país.

Kishida Fumio fez a afirmação ao receber quarta-feira representantes de uma associação de familiares de sequestrados. O presidente da entidade, Yokota Takuya, e outros representantes entregaram ao premiê uma descrição da nova estratégia de ação da associação, que foi definida domingo.

No documento, os familiares dizem que não vão se opor a uma concessão de ajuda humanitária para a Coreia do Norte se o país autorizar o retorno de todos os sequestrados enquanto seus pais estão vivos. É a primeira vez que a estratégia de ação da entidade faz referência a assistência humanitária.

Kishida declarou que os sequestros são um grave problema humanitário, em que a passagem do tempo impõe pressão e não admite adiamentos. Disse ser importante que o Japão tome a iniciativa. Manifestou determinação de se encontrar pessoalmente com o líder supremo norte-coreano, Kim Jong Un, sem impor condições.

Quanto à estratégia de ação da associação a respeito de ajuda humanitária, o primeiro-ministro do Japão disse que precisa encarar com seriedade o apelo feito pela entidade. Acrescentou que continuará a se empenhar ao máximo na questão.

Após o encontro, o presidente da entidade destacou que pais dos sequestrados são hoje octogenários ou nonagenários e não gozam de boa saúde. Yokota Takuya asseverou que os familiares são vítimas e não estão em posição para fazer concessões à Coreia do Norte. Explicou que eles falam em assistência humanitária por não ter muito tempo pela frente.

O governo do Japão afirma que agentes norte-coreanos sequestraram pelo menos 17 japoneses nas décadas de 1970 e 1980. Cinco deles retornaram ao seu país em 2002, mas é desconhecido o paradeiro dos restantes.

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