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Empresas japonesas não querem manter o homeoffice no pós-pandemia

- 20 de agosto de 2023

As empresas japonesas continuam a reduzir o homeoffice depois que o governo rebaixou o COVID-19 para uma categoria de doença de menor risco em maio, apesar da forte demanda dos trabalhadores por trabalho remoto.

A proporção de trabalhadores de homeoffice caiu para 22,2%, o nível mais baixo desde o surto de coronavírus que atingiu o país, de acordo com a pesquisa divulgada no início da semana pela Persol Research and Consulting Co., um think tank privado.

O think tank coletou respostas em meados de julho de 24.644 trabalhadores de empresas com 10 ou mais funcionários.

Em sua pesquisa inicial realizada em abril de 2020, quando o primeiro estado de emergência do COVID do Japão foi declarado, o índice foi de 27,9%, subindo para 28,5% em fevereiro de 2022.

Apesar da tendência decrescente, 81,9% em formato homeoffice disseram que querem continuar trabalhando remotamente.

A mudança acelerada do Japão para o homeoffice durante a pandemia deveu-se em grande parte ao esforço liderado pelo governo para reduzir o fluxo de pessoas e retardar a propagação de infecções.

Embora a desclassificação do status legal do COVID-19 pelo país em pé de igualdade com a gripe sazonal tenha acelerado a tendência de os funcionários voltarem ao trabalho dentro do escritório, as empresas japonesas relutam em manter o homeoffice.

Especialistas do mercado de trabalho apontaram várias razões para a disseminação limitada do homeoffice no Japão, incluindo preocupações persistentes com a falta de comunicação presencial, a cultura de trabalho rígida e hierárquica e a transição digital mais lenta da sociedade.

A tendência de os trabalhadores se afastarem do trabalho remoto é mais aparente entre as empresas que viram o homeoffice como uma medida temporária para prevenir a infecção por coronavírus no local de trabalho, em vez de uma reforma no estilo de trabalho, disse Yuji Kobayashi, pesquisador da Persol Research and Consulting.

“Considerando a demanda de homeoffice dos trabalhadores, o que é necessário agora é oferecer um estilo de trabalho flexível, não retornando completamente ao trabalho no escritório”, disse ele.

Portal Mundo-Nipo

Sucursal Japão – Tóquio

Jonathan Miyata

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